18 jan

Prefeitura de Ribeirão Preto implanta projeto para atrair homens aos exames preventivos

Foto: Carlos Natal // Prefeitura de Ribeirão Preto

Foto: Carlos Natal // Prefeitura de Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um projeto criado pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, está fazendo com os homens percam o medo da realização de exames preventivos. A ideia foi desenvolvida pelo professor Geraldo Duarte é uma espécie de “venda casada”: quando as mulheres ou parceiras vai aos postos de saúde para a realização de exames de pré-natal, eles são convidados a fazer exames de sífilis, HIV, Hepatites B e C, entre outros. Em uma etapa posterior, o objetivo é incluir exames de colesterol, triglicérides e fazer com que os maridos passem pelo dentista e sala de vacina.

De acordo com informações da Prefeitura de Ribeirão Preto, a adesão dos maridos à ideia foi acima do esperado: 70% deles disseram sim à realização dos exames. A expectativa inicial era que somente três em cada dez aceitassem ser examinados.

Leia mais sobre essa ideia, aqui.

17 jan

TED Laçador: entrevista com Enrique Avogadro

Enrique Avogadro se dedica a promover o design e as indústrias criativas na cidade de Buenos Aires e, em seu tempo livre, gosta de pensar sobre as cidades criativas como um meio para melhorar a vida das pessoas. É diretor geral de Indústrias Criativas e Comércio Exterior no governo da cidade de Buenos Aires. Também é diretor do Centro Metropolitano de Design. Licenciado em Estudos Internacionais, mestre em Administração e Políticas Públicas (tese em elaboração), está cursando mestrado em Gestão de Conteúdos. Mantém o blog tradeandme.blogspot.com e seu twitter é @eavogadro.

16 jan

Por que os celulares duram tão pouco?

phonebloks

“Todos os dias jogamos fora milhões de equipamentos eletrônicos,porque quebram ou ficam desatualizados. Geralmente, o que causa o problema são alguns ou é apenas um componente. O resto do dispositivo funciona bem, mas é descartado. Isso faz com que o descarte de dispositivos eletrônicos seja uma das maiores preocupações do mundo. E o nosso celular é uma das maiores causas.”

Essa dica espetacular foi dada pelo jornalista e colega de redação Guilherme Plaza. A ideia do projeto holandês Phonebloks surgiu da quantidade absurda de lixo eletrônico, especialmente de telefones celulares, que geramos todos os anos. O objetivo é criar um telefone celular que dure e que tenha o seu hardware atualizado através da simples troca de peças ou blocos. Toda a ideia está construída em cima do conceito dos Legos: você vai encaixando as peças de acordo com o que você precisa. O vídeo que está no site do Phonebloks mostra isso de maneira bem legal.

Vale a pena dar uma olhada nessa ideia e, se for o caso, contribuir para que avance e prospere.

 

 

15 jan

Como o município de Dubuque (EUA) conseguiu reduzir o consumo de água com o uso da tecnologia

Entre 2010 e 2011, o município norte-americano de Dubuque, localizado no estado do Iowa, foi alvo de uma experiência bastante interessante, que teve como consequência direta redução no consumo de água e, também, reduzir o número de vazamentos existentes na rede de abastecimento pública.

A experiência foi baseada em uma parceria entre a multinacional IBM e a prefeitura local, dentro do programa municipal “Smarter Sustainable Dubuque”, algo como “Uma Dubuque mais Inteligente e Sustentável”. O município, de 60 mil habitantes, é considerado um dos mais eficientes na aplicação de políticas sustentáveis nos Estados Unidos.

O programa foi aplicado em dois grupos de residências: em um deles, 151 casas tiveram todos os seus hábitos de consumo de água monitorados por computadores, de modo a que os moradores conseguissem perceber onde gastavam água, de que forma e por quanto tempo a consumiam. Uma vez que esses moradores começaram a perceber onde estavam gastando em excesso, criaram hábitos de economia e uso mais racional de água.

Na comparação do uso da água desse primeiro grupo com os hábitos de outro, formado por 152 residências, os gestores municipais e pesquisadores conseguiram perceber uma diferença de quase 7% do primeiro grupo para o segundo.

Esse programa-piloto, chamado “The Smarter Sustainable Dubuque Water Pilot Study”, deu tão certo que o objetivo é ampliá-lo também para as áreas de consumo de eletricidade e gás.

No vídeo abaixo, diversos administradores de Dubuque e técnicos da IBM falam sobre a experiência.

14 jan

Liverpool pede ajuda de moradores para elaborar orçamento municpal

OrçamentoLiverpool

O site do Programa Cidades Sustentáveis traz uma dica bastante interessante e que podia ser aplicada em Ribeirão Preto. Neste artigo, o site conta o exemplo da cidade inglesa de Liverpool, que criou um simulador de orçamento online, onde os moradores são convidados participar da distribuição de recursos públicos em diversas áreas, indicar eventuais exageros e, ao final, contribuir para a redução de 45 milhões de libras do orçamento municipal. A gestão ampliada do orçamento já detectou até algumas ineficiências na alocação de recursos. “As economias óbvias já foram feitas – identificaram e reduziram ineficiências, já reduziram à metade o tamanho da administração, cortando 1.600 postos de trabalho, melhoraram a forma de aquisição de bens e serviços e geraram mais renda.”, diz o texto do Cidades Sustentáveis.

13 jan

O que é um bom espaço público?

CidadesparaPessoas

O site Cidades para Pessoas, criado pelas jornalista Natália Garcia e a artista plástica Juliana Russo, traz uma discussão bastante interessante a respeito do que podem ser considerados pré-requisitos de um espaço público. No post 12 critérios para determinar um bom espaço público, o site cita o livro “New City Life”, dos urbanistas Jan Gehl, Lars Gemzøe, Sia Karnaes e Britt Sternhagen Sóndergaard, que apontam doze principais características do que poderia se chamar um bom espaço público.

12 jan

Ideias para a ocupação dos vazios urbanos

LaCiudadViva-01

O site andaluz La Ciudad Viva traz uma discussão interessante – e excessivamente teórica, também –  sobre a importância da ocupação dos vazios urbanos e a utilização desses espaços como formas de integração da cidade. A ideia está presente neste texto. O artigo está assente na ideia da apropriação comum desses espaços, o que leva a discussões interessantes que chegam até à alteração do próprio conceito de propriedade.

Apesar de ser um texto razoavelmente áspero para quem não é da área ou, no mínimo, não tem formação em ciências humanas, o artigo vai citando alguns exemplos onde alguns espaços vazios se transformaram, sobretudo, em focos privilegiados de produção de ideias. Entre os exemplos apresentados está o da STPLN (Malmo/Suécia), que pode ser descrito como um playground para adultos. O site pode ser encontrado aqui, mas está em sueco.

 

09 jan

Estudo mostra corredores exclusivos de ônibus como melhor solução urbana de transporte de massas

ITDP

Um estudo feito nos Estados Unidos pelo “The Institute for Transportation and Development Policy” em 21 cidades com diversos tipos de transportes públicos de superfície mostrou que, em comparação com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou os famosos bondinhos, os corredores exclusivos para ônibus têm a melhor relação custo-benefício. O trabalho foi apresentado no final do ano passado e foi descrito, de forma mais completa, nesta reportagem da revista Wired.

O texto da publicação norte-americana informa que, apesar de muitos especialistas na área de transportes públicos já terem antecipado essa informação, foi a primeira vez que a supremacia dos corredores exclusivos ficou demonstrada de forma científica em um estudo. O trabalho teve como pré-requisito a relação existente entre os investimentos necessários para por o projeto em funcionamento (VLT, bondinho ou ônibus) e a “quantidade” de desenvolvimento gerada para a área atingida por esse mesmo projeto.

O Institute for Transportation and Development Policy é uma organização privada norte-americana fundada em 1985, com sede em Nova York, e que visa promover sistemas de transportes ambientalmente sustentáveis e socialmente igualitários pelo mundo todo.

07 jan

Norman Foster e um projeto de ciclovia para Londres

BicicletaLondres

Uma ideia pelo renomado arquiteto inglês Sir Norman Foster pode resultar em uma das mais originais soluções para a área da mobilidade urbana nos grandes centros urbanos. Foster desenvolveu o projeto de uma ciclovia de 217 quilômetros de extensão, que seria criada sobre a malha ferroviária existente em Londres. O objetivo de criar uma área exclusiva para as bicicletas, segundo Foster, é duplo: passar a velocidade média do ciclista em Londres de 10 km/h para quase 20 km/h e, ao mesmo tempo, garantir-lhe um local seguro para se locomover de bicicleta.

A primeira fase da SkyCycle, como é chamada por Sir Norman Foster, teria quase sete quilômetros, ligando East London a Liverpool Street Station. O custo estimado só deste trecho é de 220 milhões de libras (R$ 860 milhões).

Mais informações podem ser encontradas em reportagem do jornal London Mail, aqui.

 

06 jan

O papel do Comur de Ribeirão Preto

comur

Esta semana, resolvi dar uma olhada no site de Prefeitura de Ribeirão Preto, para ver como andavam as atividades do Comur. O Conselho Municipal de Urbanismo de Ribeirão Preto tem uma página, que deveria servir para informar a população sobre discussões que estejam sendo feitas (pelos conselheiros) sobre o presente e futuro de Ribeirão Preto.

Quem tiver a curiosidade de visitar essa página vai perceber que está desatualizada. A última informação publicada é de novembro de 2009, ou seja, há quatro anos e dois meses.

O Comur digital poderia ser um local interessante para, no mínimo, dar publicidade de ideias e projetos que estão sendo discutidos. Digo no mínimo, porque ao tornar público o que faz, o conselho informa a sociedade sobre de que forma questões importantes sobre o cidadão ribeirão-pretano e a sua relação com o espaço urbano repercutem e estão sendo debatidas ali dentro.

A pagina conta com links que poderiam ser extremamente úteis se estivessem atualizados: atas, deliberações, comissões temáticas, composição, entidades que o integram e, sobretudo, câmaras setoriais (Sistema Viário e Trânsito, Uso e Ocupação do Solo, Código de Obras, Saneamento Básico, Mobiliário Urbano, Meio Ambiente, Normas Técnicas Municipais e Sócio-Cultural). Não há formas de contato com os conselheiros.

Ribeirão Preto precisa de um Comur ativo, vivo, que indique para onde a cidade se encaminha. É importante que tenhamos acesso a atas atualizadas, aos trabalhos que estão sendo feitos por cada comissão e de que forma podemos entrar em contato com os seus conselheiros ou participar das discussões que ali ocorrem.

É preciso que os integrantes do Comur façam um esforço extra para revitalizar o conselho, para que ele possa vir a ocupar o papel que lhe cabe no processo de discussão do presente e futuro de Ribeirão Preto.