15 ago

Como um novo índice de desenvolvimento fez o Estado de Maryland mudar as suas políticas públicas

Print-screen da página da  ferramenta online GPI, implantada no Estado de Maryland

Print-screen da página da ferramenta online GPI, implantada no Estado de Maryland

Em 2010, o Estado norte-americano de Maryland lançou uma ferramenta, que tinha como principal objetivo ir além da medição da riqueza do Estado, a exemplo do que acontece com o PIB (Produto Interno Bruto), por exemplo. A principal diferença entre o que foi criado em Maryland é que, ao contrário do PIB, esse índice de medição de desenvolvimento levava em conta indicadores econômicos, mas também diversos indicadores sociais.
O resultado, que pode ser visto hoje no site do governo do Estado, é o Genuine Progress Indicator (GPI), que conta com 26 indicadores para medir não apenas a riqueza, como a forma como ela está distribuída pela população do Estado e para para que setores essa mesma riqueza se desloca. É, como afirmam os seus criadores, uma ferramenta de gestão .”Além de medir o nosso padrão de vida econômico, esta ferramenta também nos permite levar em conta os custos ambientais e sociais de problemas como a poluição do ar, o crime e a desigualdade de renda, bem como os valores de benefícios como água potável, educação e voluntariado. Estes indicadores nos ajudam a fazer melhores escolhas, com mais informação, politicamente sustentáveis, por muitos anos “, afirmou o governador Martin O’Malley, em uma entrevista n site do governo do Estado.
Segundo o governador, o próximo desafio para o Estado será definir o uso do GPI como uma ferramenta para informar as prioridades dos investimentos e das decisões políticas”.
O GPI foi criado por uma parceria de diversos órgãos do Estado com a Universidade de Maryland, em um trabalho coordenado por Matthias Ruth, diretor do Centro Integrado de Pesquisa Ambiental da instituição de ensino.
Segundo ele, o GPI permite corrigir algumas distorções que índices como o PIB não conseguem, como analisar o impacto de um processo maior de industrialização tanto na qualidade de vida dos habitantes como no meio ambiente. ” Ele conta como positivo que o que é realmente positivo – o tempo gasto com a família, o trabalho voluntário nas nossas comunidades, recuperação do meio ambiente, por exemplo – e subtrai o negativo – o tempo gasto em nossos carros ou perda de zonas úmidas.”
O GPI incorpora 26 fatores em três categorias – econômicos, sociais e naturais – e permite avaliar, por exemplo, itens como os custos do crime. “A atividade econômica pura decorrente do crescimento explosivo de expansão urbana contribui positivamente para o PIB”, explicou o líder do projeto, Sean McGuire do Gabinete do Departamento Nacional de Recursos para um Futuro Sustentável. “No entanto, junto com a expansão vêm aumentando o tempo de deslocamento, o aumento dos congestionamento, conversão de uso da terra e impactos dos automóveis. E esses impactos negativos não estão incluídos nos medidores econômicas atuais. Em suma, só porque o dinheiro está trocando as mãos dentro de uma economia não significa necessariamente que os cidadãos estão desfrutando de uma prosperidade sustentável.
Informações sobre o GPI podem ser encontradas neste endereço: http://www.dnr.maryland.gov/mdgpi/.
Na parte superior da página há um série de abas (Home, Overview, Indicators, Calculator, Model) que dão não apenas uma visão geral de como funciona o índice, mas exemplos práticos de como pode ser aplicado.

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