29 abr

Em 2014, o Reino Unido instalou mais energia solar do que qualquer outro país europeu

A instalação solar de 46MW em East Hanney, em Oxfordshire tornou-se a maior do Reino Unido, quando conectada à rede. Foto: Belectric UK
A instalação solar de 46MW em East Hanney, em Oxfordshire tornou-se a maior do Reino Unido, quando conectada à rede. Foto: Belectric UK

“The UK installed more new solar power capacity than any other European country last year and is on track to retain its top-ranking position this year, due to a rush to complete projects ahead of deep cuts to subsidies at the start of this month. However, the strong performance from the UK comes in the midst of a challenging period for the European solar sector.

“Preliminary figures by the European Photovoltaic Industry Association (EPIA) show installation rates across Europe have fallen sharply over the past four years.”

The analysis, due to be published next month and shared with BusinessGreen, reveals less than 7GW was installed in the bloc in 2014 compared to 21GW in 2011.”

O resto do texto pode ser lido na seção Environment, do jornal inglês “The Guardian” e põe uma questão crucial para o Reino Unido e a Europa, em geral, mas também para o Brasil: quais são as chances de sobrevivência de uma indústria nova, como a da energia solar, sem a presença de subsídios governamentais  ou tarifas reduzidas para produtos importados, ligados a essa área?

O texto completo pode ser acessado neste endereço: Produção de energia solar no Reino Unido.

26 abr

Dez boas ideias para adotar em cidades

Fachada de um edifício do Pavilhão Internacional de Exposições, em Hamburgo (ALE), desativado há sete anos e hoje transformado em um laboratório de soluções urbanas.

Fachada de um edifício do Pavilhão Internacional de Exposições, em Hamburgo (ALE), desativado há sete anos e hoje transformado em um laboratório de soluções urbanas.

 

Se existe uma fonte que é citada com frequência neste site é o portal de sustentabilidade e meio ambiente do jornal inglês, Guardian, chamado de Sustainable Business. Na semana passada, eles publicaram uma relação de dez ideias interessantes que estão sendo aplicadas em cidades e que visam facilitar a nossa vida nelas.

Entre as ideias destacadas estão “parques instantâneos” (é isso mesmo!), estacionamento subterrâneo para bicicletas (vídeo abaixo), árvores que podem brilhar no escuro e substituir (no futuro) a iluminação tradicional, calçadas com sistemas que geram energia para iluminar pequenas áreas ao redor, telhados verdes, jardins verticais e edifícios que produzem a própria energia, gerada por uma espécie de fazenda vertical de algas (foto).

O texto completo do Guardian pode ser acessado neste endereço: http://www.theguardian.com/sustainable-business/2015/apr/16/ten-quirky-ideas-for-making-our-cities-more-sustainable.

OBS: Da relação de ideias destacadas pelo Guardian, nenhuma é brasileira.

 

23 abr

O trabalho da organização canadense Atira com mulheres e crianças vítimas de violência

Uma das casas criadas no Canadá para mulheres vítimas de violência (Foto: website Atira)

Uma das casas criadas no Canadá para mulheres vítimas de violência (Foto: website Atira)

O site Sustainable Cities Collective publicou esta semana um artigo relacionado com a iniciativa de uma ONG canadense, voltada para o acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência. O foco está menos no trabalho da organização Atira e mais na forma encontrada para resolver rapidamente o problema: casas de contêiners, uma solução que já vem sendo adotada em diversos países.

As primeiras seis unidades estão instaladas em uma área do centro de Vancouver tida como uma das mais pobres do país.

A parte inicial do texto publicado no Sustainable Collective Cities segue abaixo. O resto pode ser lido neste endereço: http://sustainablecitiescollective.com/node/1065131. Para quem quiser conhecer esse projeto da Atira com mais detalhes, o endereço é o seguinte: http://www.atira.bc.ca/imouto-container. Boa leitura!

Shipping containers were once primarily considered large metal boxes to be transported on ships containing the consumer goods we buy from China. In today’s inflated real estate market, this is no longer the case. Last year, they became a home – the first of its kind in Canada – to women in Vancouver’s Downtown Eastside (once known as the country’s poorest postal code).

The idea to use shipping containers as homes for marginalized women was developed by the Atira Women’s Resource Society, an organization that supports women and children who are victims of violence. 

Oneesan, on Alexander Street in Vancouver, is Atira’s first recycled shipping container housing development. It opened in July 2013 after only eight months of construction and contains 12 recycled shipping containers – six housing units for older women and six units for women paying low-income rental rates.

* Site atualizado às terças, quintas e domingos

 

21 abr

Telhados verdes

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A eficiência dos telhados verdes para reduzir temperaturas e aumentar a umidade do ar da região onde estão instalados acaba de ser comprovada cientificamente por um pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). Esses pequenos oásis no alto de edifícios podem arrefecer as chamadas ilhas de calor. Elas se formam nos grandes centros urbanos por causa da radiação solar potencializada pela forte concentração de concreto, asfalto e poluição atmosférica, e também pela da ausência de vegetação. Nessas verdadeiras estufas as temperaturas podem ser até 10 graus mais elevadas que na periferia das cidades.”

Gostou? O resto do texto pode ser encontrado no portal do Planeta Sustentável, neste endereço: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/sustentavel-na-pratica/telhados-verdes-funcionam-mesmo/.

19 abr

“Guardian” promove discussão sobre o lixo

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Vamos falar sobre lixo? O Guardian Sustainable Business promoveu, recentemente, um debate importante sobre isso.

“When industry talks about “zero waste”, the goal is to send nothing besides hazardous waste to landfill. To achieve this, materials that previously would have been thrown away are recycled, repurposed or even designed out from the beginning. Simple enough. But is that what actually happens and do consumers even care?

A recent live discussion on Guardian Sustainable Business put zero waste under the spotlight to work out what’s really going on. As a reader, consumer and non-expert, what does zero waste mean to you? Do you think incineration should be called zero waste? Would you buy a product with a zero waste label? To get the ball rolling, we’ve rounded up five key takeaways from the debate. Let us know what you think.”

O resto do artigo pode ser lido neste endereço: http://www.theguardian.com/sustainable-business/2015/apr/10/talkpoint-what-does-zero-waste-mean-to-you?CMP=share_btn_tw

Site atualizado às terças, quintas e domingos.

 

 

 

16 abr

A “superhighway” dinamarquesa para bicicletas

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A jornalista Annemarie Zinck publicou esta semana, no site Citiscope, um texto bem interessante sobre como a capital dinamarquesa, Copenhague, está conseguindo reduzir os congestionamentos na região central, através do estímulo ao uso da bicicleta. A ideia está assente na construção de vias rápidas para moradores dos subúrbios e, até, de cidades vizinhas, que têm de se deslocar diariamente para Copenhague.

O projeto inicial era copiar os projetos de Londres e Estocolmo, que cobram algo parecido com pedágios dos motoristas de veículos motorizados pelo uso das ruas centrais. Na Dinamarca isso não funcionou. Foi então que se partiu para a ideia das superhighways para bicicletas. Moradores da cidade de Fureso, por exemplo, chegam a pedalar por quase uma hora para chegar a Copenhague. Abaixo, um trecho do texto do Citiscope.

This is Route C95, also known as the Farum route, one of two cycling “super highways” that have recently opened here. They’re part of a fast-growing network of bike infrastructure targeted specifically at suburban commuters, featuring smooth pavement, good lighting, separation from traffic, safe road crossings, rain shelters and air pumps. A total of 28 routes with 467 km (290 miles) of cycle paths are planned. Eleven of these will be ready by the end of 2018.

It won’t surprise anyone to hear that Copenhagen, world famous for its bicycling culture, is up to something big with bikes. What’s less well known is how Copenhagen’s latest innovation happened. It’s a remarkable story of regional cooperation, forged by one big city and 21 of its smaller suburban neighbors, who came together around a common vision for moving commuters from using their cars to riding their bicycles.

“Cyclists know no borders,” says Furesø Mayor Ole Bondo Christensen, who is an avid bicyclist himself. “For them, a coherent and reliable infrastructure is important no matter which municipality they pass through.”

O resto do texto pode ser encontrado aqui: http://citiscope.org/story/2014/copenhagen-bicycle-super-highways-push-regional-cooperation-new-level

14 abr

Ciclistas e a legislação

ciclistaO site Mobilize – Mobilidade Urbana Sustentável publicou uma matéria interessante sobre como acidentes envolvendo ciclistas são solenemente ignorados pelas autoridades de trânsito nas grandes cidades brasileiras, como é o caso de Belo Horizonte (MG). No entanto, o texto também mostra um outro lado (ainda tímido), que é o início de um processo de alterações nas legislações de trânsito de algumas cidades do Brasil, envolvendo a bicicleta como meio de transporte em cidades. Uma parte do texto, está aí abaixo. O resto, pode ser encontrado neste endereço: http://www.mobilize.org.br/noticias/7956/fiscalizacao-fica-para-tras.html

“Em tentativa de integrar motoristas e ciclistas e de evitar acidentes, o Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), em parceria com o a Secretaria Estadual das Cidades, passou a exigir a presença de ciclistas nos exames para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A regra começou a valer neste mês e, além dos candidatos a motoristas, os instrutores terão treinamento para a nova exigência.

De acordo com informações divulgadas pelo Detran-PE, os pátios de exame contarão com bicicletas, como forma de avaliar os cuidados que os candidatos têm com ciclistas. Para isso, o órgão já oferece treinamento para seus funcionários e para os instrutores cadastrados. Além da capital, a capacitação já está sendo levada para o sertão e outras regiões do interior do Estado. O curso, chamado de “Bicicleta como modal de transporte” faz parte do programa Pedala PE, que tenta impulsionar o ciclismo e a boa convivência com outros veículos.”

Crédito da Foto: Bike Lane via photopin (license)

12 abr

Jundiaí vai testar projeto de “Cidade Caminhável”

Jundiaí

“A prefeitura de Jundiaí, em São Paulo, está testando um modelo que valoriza a relação dos circuitos pedestres com o centro histórico da cidade. O projeto de “caminhabilidade” tem implantação prevista para seis meses. Já no próximo dia 25 de abril, a praça Governador Pedro de Toledo ganhará um container onde serão desenvolvidas algumas atividades com a população, dentre elas: oficinas de marcenaria urbana. A cidade será a primeira do Brasil a prototipar e testar intervenções urbanas com a metodologia “Urbanismo Caminhável”.”

Via Portal CicloVivo, neste endereço: http://ciclovivo.com.br/noticia/jundiai-sera-primeira-cidade-a-testar-projeto-de-cidade-caminhavel.

 

 

 

09 abr

Prefeitura do Rio de Janeiro lança Plano de Mobilidade Urbana Sustentável

Optimized-Mobilidade-rio

O site Mobilize – Mobilidade Urbana Sustentável  publicou esta semana a informação de que a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou o seu plano de mobilidade.

“O plano orienta os investimentos públicos em infraestruturas de transportes da cidade por dez anos, a partir de 2016 e deverá integrar modais motorizados e não motorizados em um sistema coeso e sustentável, priorizando o transporte público, o deslocamento a pé e por bicicleta e considerando emissões de gases do efeito estufa.  O trabalho utiliza os dados do Plano Diretor de Transporte Urbano da Região Metropolitana (PDTU-2013), com foco na cidade do Rio de Janeiro. Ao final de dez meses, será elaborado um documento com as principais conclusões e propostas do estudo para os cenários de 2021 e 2026 (com diferentes graus de investimento). Todas as medidas estarão em acordo com as recomendações do Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro (Lei Complementar 111/11), da Política Municipal de Mudanças Climáticas (Lei 5.248/11) e da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12).”

Leia mais, neste link: http://www.mobilize.org.br/noticias/7917/prefeitura-do-rio-lanca-plano-de-mobilidade-urbana-sustentavel.html.

06 abr

O trabalho Project for Public Spaces em Detroit

Campus Martius Park

A organização norte-americana PPS (Projetc for Public Spaces) vem desenvolvendo, nos últimos 15 anos, uma série de projetos destinados a recuperar a área central de Detroit. Uma parte deles está exposta neste endereço: http://www.pps.org/projects/pps-involvement-in-the-place-led-regeneration-of-detroit/. Vale lembrar que Detroit foi, provavelmente, a cidade americana que mais sofreu com as consequências da crise fiananceira de 2008, com impactos sociais devastadores.

O motivo desta publicação é destacar algumas coisas interessantes desses projetos, como a duração, parceria entre a organização, iniciativa privada e setor público e as métodos de elaboração e avaliação dos trabalhos.

Este último item – a avaliação – foi um dos que mais me chamou a atenção, porque vai buscar o retorno das ideias aplicadas naqueles que vão ser os seus alvos.

Outro ponto que me levou a optar pela publicação deste texto é a descrição dos projetos: os princípios ou, até mesmo, os projetos em si, podem ser bons pontos de partida para ideias que venham a ser aplicadas em Ribeirão Preto, sobretudo na área central.

O modo como os projetos da PPS foram concebidos também é interessante (não inovador, mas interessante, porque esse pré-requisito é natural): em todos, existe a obrigatoriedade de se discutir as ideias iniciais com a população, o que pode reduzir, em muito, eventuais efeitos desastrosos  em partes dos projetos em que já não há retorno possível.

No caso de Ribeirão Preto, tendo como base o Plano Diretor, pode-se argumentar que o documento também prevê um período de consulta pública e inserção de sugestões da sociedade. É verdade. Mas, na prática, não funciona assim: nem a participação da sociedade é tão intensa quanto seria desejável (ficando restrita a organizações com interesses específicos e, em alguns casos, não muito claros), nem o Poder Público parece estar tão aberto quanto parece às sugestões dos munícipes.

Fazer com que discussões como as do Plano Diretor tenham participação cada vez maior da população deveria ser obrigação do Poder Executivo, mas também do Legislativo, de sindicatos e outros tipos de organizações setoriais.