06 abr

O trabalho Project for Public Spaces em Detroit

Campus Martius Park

A organização norte-americana PPS (Projetc for Public Spaces) vem desenvolvendo, nos últimos 15 anos, uma série de projetos destinados a recuperar a área central de Detroit. Uma parte deles está exposta neste endereço: http://www.pps.org/projects/pps-involvement-in-the-place-led-regeneration-of-detroit/. Vale lembrar que Detroit foi, provavelmente, a cidade americana que mais sofreu com as consequências da crise fiananceira de 2008, com impactos sociais devastadores.

O motivo desta publicação é destacar algumas coisas interessantes desses projetos, como a duração, parceria entre a organização, iniciativa privada e setor público e as métodos de elaboração e avaliação dos trabalhos.

Este último item – a avaliação – foi um dos que mais me chamou a atenção, porque vai buscar o retorno das ideias aplicadas naqueles que vão ser os seus alvos.

Outro ponto que me levou a optar pela publicação deste texto é a descrição dos projetos: os princípios ou, até mesmo, os projetos em si, podem ser bons pontos de partida para ideias que venham a ser aplicadas em Ribeirão Preto, sobretudo na área central.

O modo como os projetos da PPS foram concebidos também é interessante (não inovador, mas interessante, porque esse pré-requisito é natural): em todos, existe a obrigatoriedade de se discutir as ideias iniciais com a população, o que pode reduzir, em muito, eventuais efeitos desastrosos  em partes dos projetos em que já não há retorno possível.

No caso de Ribeirão Preto, tendo como base o Plano Diretor, pode-se argumentar que o documento também prevê um período de consulta pública e inserção de sugestões da sociedade. É verdade. Mas, na prática, não funciona assim: nem a participação da sociedade é tão intensa quanto seria desejável (ficando restrita a organizações com interesses específicos e, em alguns casos, não muito claros), nem o Poder Público parece estar tão aberto quanto parece às sugestões dos munícipes.

Fazer com que discussões como as do Plano Diretor tenham participação cada vez maior da população deveria ser obrigação do Poder Executivo, mas também do Legislativo, de sindicatos e outros tipos de organizações setoriais.

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