01 jul

O que pensa o novo presidente do Comur de Ribeirão Preto?


 

ENTREVISTA

João Theodoro Feres Sobrinho

Presidente do Conselho Municipal de Urbanismo de Ribeirão Preto

 

Presidente do Comur de Ribeirão Preto

Engenheiro civil  foi eleito no mês passado para a presidência do Comur de Ribeirão Preto

 

 

 

A primeira entrevista do Uma Ideia de Cidade é com o engenheiro civil João Theodoro Feres Sobrinho, de 51 anos. Neto de italianos, casado e com dois filhos, Feres Sobrinho foi eleito presidente do Conselho Municipal de Urbanismo de Ribeirão Preto (Comur) até 2017. Entre as décadas de 1990 e 2000 ocupou diversos cargos na Administração Pública municipal de Ribeirão Preto, incluindo as secretarias de Infraestrutura e de Planejamento. Desde 2007 atua no mercado imobiliário e, atualmente, faz parte da diretoria da regional de Ribeirão Preto do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). A seguir, a entrevista completa com João Theodoro.

 

Quais são os seus principais projetos à frente do Comur?

João Theodoro – ​Com o advento da eleição da nova direção do Conselho, a primeira reunião, ocorrida em 9 de junho foi pautada pela reflexão dos conselheiros presentes acerca do papel do Comur nas questões que envolvem o desenvolvimento urbano da cidade, sua interação com o Poder Público e as ações prioritárias a serem encaminhadas.

Em princípio a situação de pendência (não votação pela Câmara de Vereadores) do Plano Diretor, e da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo foram objeto de discussão entre os conselheiros, para aprofundamento nas próximas reuniões.​

​Esses e outros temas, todos ligados ao desenvolvimento da cidade, deverão ser objetos da atenção do Conselho.​

 

Quais são os desafios que visualiza para o Conselho?

JT – Conseguir influenciar os poderes constituídos para que produzam os resultados que a sociedade cobra, quanto às leis regulatórias do desenvolvimento urbano. O dinamismo da cidade e dos empreendedores exige que as leis sejam constantemente discutidas e atualizadas, e isso não vemos atualmente na cidade.​

 

Na sua opinião, qual deve ser o papel do Comur no processo de discussão das questões urbanas e sociais de Ribeirão Preto?

JT –Participação ativa em todas as oportunidades em que esses assuntos estiverem sendo discutidos, quer seja por entes públicos ou privados.​

“A relação com o Poder Executivo é sempre de cobrança. Para que se produzam as leis, normas e regulamentos necessários, bem como se melhorem os procedimentos internos para agilidade dos processos de licenciamento dos empreendimentos”.​”

 

Como pretende encaminhar a relação do conselho com o Executivo, razoavelmente conturbada nos últimos anos?

JT –​A relação com o Poder Executivo é sempre de cobrança. Para que se produzam as leis, normas e regulamentos necessários, bem como se melhorem os procedimentos internos para agilidade dos processos de licenciamento dos empreendimentos.​

 

De que forma pretende utilizar o site para publicitar decisões do conselho ou, eventualmente, usar o meio virtual para tornar mais fácil o acesso da sociedade ao Conselho?

JT –O site já foi atualizado e será permanentemente atualizado, para que todos os conselheiros, e toda a sociedade em geral, por meio dessa comunicação ágil e efetiva, tomem conhecimento das ações do Conselho.​

 

Hoje, qualquer pessoa pode assistir a reuniões do Comur?

JT –​Como ouvinte, sim. Como votante, somente se for conselheiro.​

 

Na sua visão, quais são, hoje, os principais problemas de Ribeirão Preto e os principais desafios?

JT –Problemas recorrentes de drenagem, infraestrutura envelhecida (principalmente redes de água e esgoto, além de pavimentos) em diversas regiões, trânsito dificultado pelo excesso de veículos e falta de consciência da população para o uso de transportes alternativos, legislação regulatória muito travada em alguns pontos e muito antiquada em outros, etc.

Quanto aos desafios, estabelecer parâmetros modernos para o desenvolvimento urbano, favorecer adensamento em regiões que já possuem infraestrutura, para evitar excessivo crescimento territorial com baixa densidade populacional, busca de recursos públicos e privados para recuperação e implantação de infraestrutura, etc. ​

 

A legislação municipal que abrange questões de desenvolvimento urbano, como o Plano Diretor ou as suas leis específicas, como a de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, têm sido elaboradas em meio a discussões sobre pressões do setor imobiliário. A seu ver, como é possível conciliar a necessidade de regular o crescimento ordenado com desenvolvimento?

JT –​A lei que estabelece as regras do desenvolvimento é aquela que promove essa conciliação e regulamentação do crescimento, e por isso é tão importante que seja discutida e constantemente atualizada, pelo dinamismo que a própria sociedade impõe, pelas demandas de moradia, trabalho e lazer.​

 

O senhor teme que a sua gestão à frente do Comur seja ofuscada pelo fato de integrar o Sinduscon?

JT –​Pelo contrário, creio que muito há para se contribuir nesse sentido, pois a participação constante do setor que produz, investe e cria novos rumos de desenvolvimento, nas discussões da legislação, do regramento e do planejamento urbano, podem definitivamente proporcionar que a cidade ganhe mais e melhores investimentos para o seu futuro. Acreditamos que nossa participação pode contribuir, e muito, para um cidade melhor.


 

 

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