16 jul

O que restos de pneus, granito e pedras-pomes têm a ver com a sua segurança e a saúde das árvores?

O trecho abaixo foi retirado do site “The Atlantic CityLab” e pode ser acessado no seguinte endereço: http://www.citylab.com/tech/2015/07/seattle-plants-street-trees-in-a-substance-made-of-car-tires/398693/?utm_source=SFTwitter.  O vídeo abaixo também pode ser acessado no mesmo endereço.


Na maior parte das vezes, proteger árvores que estão plantadas em calçadas de vias públicas pode ser uma tarefa ingrata. Por um lado, as chuvas acabam por retirar boa parte da camada vegetal de proteção e arrastam-na para as sarjetas. O tráfego pesado de pedestres também ajuda na compactação do solo, aumentado a impermeabilização e fazendo com que a saúde da planta fique afetada. Além do mais, cercar cada árvores com grades, como existe em alguns locais, pode ser algo bastante caro

A cidade norte-americana de Seattle, no entanto, acredita que pode ter encontrado uma forma bem interessante para resolver tudo isso, com o Flexi-Pave. Essa substância esquisita é feita de uma espécie de massa feita de pedriscos de granito e pneus reciclados. Os trabalhadores municipais espalham a mistura nos canteiros das árvores, a massa endurece e se torna um material permeável de características não muito distintas das da pedra-pomes.

O Departamento de Transportes está fazendo os primeiros testes em 13 árvores na região central da cidade. O material é fornecido gratuitamente por um fabricante da Flórida. Em uma nota de imprensa, o órgão da Prefeitura de Seattle diz que “esse material altamente poroso faz com que a água escoe rapidamente e, ao ser instalado, torna-se resistente (não consegue ser tirado do lugar) à ação de fatores externos, como a chuva ou os pedestres”.

Entre as vantagens destacadas pela cidade para o uso da Flexi-Pave está o fato de criar uma superfície segura e estável para os pedestres, contribui para a melhoria da saúde das plantas, a partir do instante em que, por ser poroso, permite a passagem de ar e água e, finalmente, praticamente não exige manutenção.

É isso. Tendo em vista os canteiros das nossas árvores em Ribeirão Preto e, sobretudo, as dificuldades de mobilidade que oferecem não apenas aos pedestres, mas para pessoas com mobilidade reduzida, talvez valesse a pena fazer uns testes por aqui também, não é verdade?

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