21 ago

Mudar o mundo a partir das cidades – Parte 1 de 5

 

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Esta semana, falamos sobre o livro “Mudar o mundo a partir das cidades: a busca pela sociedade 4.0”, escrito no ano passado pela jornalista e presidente do Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais (Ipccic), Adriana Silva.

O objetivo geral do livro é apresentar a Teoria U, criada pelo economista norte-americano do MIT (Instituto de Tencologia de Massachusetts), Otto Scharmer.

leiamais  O site Ideia Sustentável publicou uma entrevista com Scharmer neste endereço: http://www.ideiasustentavel.com.br/2013/07/entrevista-especial-otto-scharmer/; no site Conhecer e Compartilhar, você pode ter acesso a uma resenha do livro Teoria U. Você pode conhecer mais sobre o autor no seu site: http://www.ottoscharmer.com/. Depois de olhar tudo isso, dê uma olha no site do Presencing Institute, o foco irradiador da teoria pelo mundo.

 

Uma das coisas interessantes do livro de Adriana Silva é a apresentação de algumas propostas de redes de cooperação no processo de gestão das cidades. Um dos méritos do livro e, neste caso específico, da autora, é a simplicidade dessas propostas. Grande parte das soluções já existem, as suas formas já estão presentes de forma legal. No entanto, as sugestões dadas para que se aprimorem os conteúdos chegam a ser inovadoras.

É o caso, por exemplo, da última delas que vamos apresentar, que está assente na ampliação do processo de participação da sociedade na elaboração de um “programa de governo” para a cidade, que passaria a ter um “prazo de validade” (no caso sugerido, 20 anos). Além disso, com uma alteração significativa: os programas de governo dos candidatos teria que se adequar a esse “programão” de governo.

São, na minha opinião, pontos de partida excepcionais para que possamos discutir hoje o tipo de cidade que pretendemos ter nas próximas décadas.

Abaixo, segue a primeira dessas sugestões.

 

Ideia 1 de Rede de Cooperação – Região Administrativa

“A primeira proposta parte de uma realidade já organizada. Quando o Ipccic precisou conceber a união de grupo de cidades para um projeto específico, a divisão administrativa já operacionalizada pelo Estado não servia, dadas as especificações desejadas. No entanto, para a viabilização de um pacto por um futuro feliz, esta poderia ser a base inicial.

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Os governos dos estados poderiam estabelecer a criação de um conselho comum a todas as cidades compreendidas pelas regiões administrativas já demarcadas e a este conselho caberia conduzir a pactuação.

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A exigência da criação de um conselho como este poderia ser legalmente estabelecida pelo ente federativo, levando todo o país a ter, representando cada região administrativa, seu próprio conselho de pactuação de um futuro feliz. Todos os conselhos de um estado e de todos os estados poderiam ter uma agenda comum e, assim, o movimento ondulatório se estabeleceria.”


 

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