02 set

Uma nova forma de economia

People on street

Foto: David Marcu

Uma das leituras obrigatórias que tenho no Uma Ideia de Cidade é o Guardian Sustainable Business. Esse portal do jornal inglês, como o nome diz, está relacionado com discussões e ideias em torno do tema da sustentabilidade e, claro, da busca por melhor qualidade de vida nas nossas cidades.
Há, mais ou menos, uns dois meses, marquei para ler com mais calma um artigo chamado “Less material consumption is not the end for business“, que falava sobre como a facilidade de acesso a bens materiais nos últimos 50 anos não tinha transformado para melhor as nossas vidas.
Ok, admito que a afirmação está sujeita a discussões. Mas, o que o texto apresenta é a necessidade de se encarar de modo diferente a produção de bens e serviços.
Em um determinado trecho, o autor, Jules Pretty, afirma que “os custos das doenças causadas pelo estilo de vida moderno são estarrecedores. Nós calculamos que sete condições – doenças mentais, demência, obesidade, inatividade física, diabetes, solidão e doenças cardiovasculares – custam ao serviço público de saúde britânico cerca de 60 bilhões de libras por ano (R$ 338 bi) e cerca de 180 bilhões (R$ 1 trilhão) na economia inglesa, em geral”.
Trecho do artigo original

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In all big transitions, there are losers as well as winners. Leadership in governments will also be essential. What is abundantly clear is that great reserves of expenditure await unlocking and redirecting. Less material consumption is not the end for business, it is the beginning of a new world. Business as usual is not an option. The world economy cannot survive as it is currently configured, around high material consumption and negative impacts on natural capital and health. We may be seeing signals from the future already. First or early movers have an advantage, but this needs courage to think and act differently. Disruptor technologies and ideas can change whole categories and sectors, perhaps even the world economy. Much is just waiting to be discovered and invented.

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O autor argumenta que grande parte desses custos são evitáveis e, mais do que isso, a possibilidade de mudança oferece uma grande oportunidade para os negócios. A questão é que, para isso, será necessária uma nova forma de pensar.
Essa nova maneira de se ver as coisas passa por duas prioridades, que Pretty sugere para o setor empresarial: a primeira é identificar ações que melhorem o bem-estar e a saúde da força de trabalho; a outra é identificar novos bens e serviços que elas (as empresas) poderiam desenvolver, de modo a tornar as economias mais verdes e saudáveis.
Em síntese, esse é um resumo grosseiro do texto do Guardian Sustainable Business. Vale a pena ler o artigo original (que segue abaixo), sobretudo para se conhecer, de forma mais detalhada, as ideias sugeridas. Boa leitura e segue o link para o artigo original: “Less material consumption is not the end for business“.