26 maio

O exemplo sul-coreano

O site Environment 360º, da universidade norte-americana de Yale, publicou recentemente um documentário em duas partes do diretor Karim Chrobog, vencedor de diversos trabalhos pelo mundo, entre eles o uso de crianças como soldados no Sudão. O documentário chama-se “The Big Waste” e o foco é o desperdício de alimentos e o impacto que causa nas grandes cidades. Um dos exemplos citados pelo diretor é a cidade de Seul, de cerca de dez milhões de habitantes na sua área metropolitana, e onde foi implantado um sistema high-tech de controle de desperdício de alimentos (veja vídeo acima).

Resumidamente, a experiência da Coréia do Sul está assente na instalação de pequenas lixeiras, de uso familiar, (sobretudo nos gigantescos conjuntos habitacionais) onde diariamente são jogados os restos de alimentos consumidos. A abertura e o fechamento da lixeira só podem ser feitos pelo uso de um cartão eletrônico, de uso restrito à família proprietária do equipamento. Uma vez no interior do depósito, o lixo é pesado e, se ultrapassar um determinado número, determinado pelas autoridades municipais, a família recebe uma multa.

Desde que começou a ser utilizado, o sistema já reduziu em cerca de 30% o desperdício de comida no país e, por consequência, o volume de alimentos encaminhados aos aterros locais. Os restos de alimentos são utilizados na produção de rações para animais, fertilizantes ou incinerados, dentro de um processo de geração de energia elétrica.

O site onde os dois vídeos estão publicados pode ser acessado neste endereço: Environment 360º.

19 fev

O negócio do biogás

Uma das unidades responsáveis pela produção do material necessário à produção de biogás. Ou, então, uma vaca.
Uma das unidades responsáveis pela produção do material necessário à produção de biogás. Ou, então, uma vaca.
Uma matéria publicada hoje (19/2) no caderno Negócios Sustentáveis do jornal inglês "The Guardian" (http://www.theguardian.com/uk/sustainable-business) - uma das referências deste site - mostra o que parece ser a esperada decolagem do biogás na Grã-Bretanha. A introdução avisa que, apesar de não ser a mais sexy das indústrias, o biogás é crucial para combater as mudanças climáticas e, com isso, já há um movimento de investimentos governamentais em direção a tecnologias como digestão anaeróbica. 

"O cheiro de estrume não é exatamente o que se pode definir como atraente. Na verdade, a descrição sobre os resíduos, em geral, é algo sobre o qual evitamos pensar. Mas, como diz o ditado: "onde há estrume, há dinheiro", e por isso é que as empresas sempre foram atraídos para esta área, digamos, menos salubre, para ganhar dinheiro.
Agora, uma nova geração de empreendedores tem planos para alterar a forma como lidamos com o lixo . Utilizando novas tecnologias e técnicas, eles descobriram maneiras mais eficientes de converter fertilizantes em energia, reduzir as emissões de metano e de poluição, cortar os maus cheiros e transformar estrume em dinheiro"

O resto do texto pode ser encontrado no seguinte endereço: http://www.theguardian.com/sustainable-business/2015/feb/19/turning-muck-into-money-ag-tech-helping-farmers-reduce-emissions?CMP=share_btn_tw
19 dez

Algas contra a poluição

falga-750O site E-Cycle (www.ecycle.com.br) publicou recentemente um texto superinteressante e que apresenta uma solução genial para o controle de poluição em pequena escala: algas.

“Grande parte da poluição das grandes cidades é proveniente das emissões de veículos automotores. Uma empresa de design meio francesa e meio holandesa, a Collective Cloud, teve uma ideia simples e elegante para tentar amenizar esses danos. Ela criou uma fazenda de algas suspensa sobre um viaduto em Genebra, na Suíça.”

O resto do artigo pode ser acessado neste endereço: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/37-tecnologia-a-favor/2922-fazenda-de-algas-e-instalada-em-viaduto-para-remover-co2.html

02 jan

Adoção de praças em Ribeirão Preto

Autor: JF Pimenta Prefeitura de Ribeirão Preto

Foto: JF Pimenta // Prefeitura de Ribeirão Preto

A ideia não é nova, mas é um recurso legal. No dia 30 de dezembro, a Prefeitura de Ribeirão Preto publicou um decreto que regulamenta parcerias do Poder Público com empresas privadas, para a implantação e manutenção algumas áreas públicas.

As parcerias prevêem a implantação, conservação, recuperação e/ ou manutenção de áreas verdes, parques, jardins, praças, rotatórias e canteiros centrais de avenidas. Essas ações podem ser feitas por empresas privadas em geral (exceto as que se dedicam, de forma exclusiva, à produção e/ou comercialização de cigarros e bebidas alcoólicas, bem como outras que possam ser consideradas impróprias aos objetivos propostos (o que, convenhamos, é algo subjetivo.

Além das empresas, podem participar das parcerias associações de moradores, sociedades amigos de bairros, centros comunitários, clubes de serviços.

A contrapartida para as empresas ou entidades é a permissão de instalação de placas de publicidade, cujo tanho varia de acordo com o local a ser alvo da parceria. Diz a lei que, nesses espaços, “são proibidas as veiculações de marcas, logomarcas ou o nomes fantasias de empresas que tenham por único objeto a produção ou venda de bebidas alcoólicas, cigarros, produtos agrotóxicos ou de mensagens que incentivem a exploração de pessoas a qualquer título, que atentem contra a moral e aos bons costumes, de cunho religioso e político-partidário”.

Quem estiver interessado, pode obter mais informações na Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

A notícia completa dessa notícia pode ser encontrada aqui.

A página do Diário Oficial de Município pode ser acessada aqui, onde se pode encontrar o decreto nº 390 (27/12/2013), que regulamenta a lei 8.104 (22/06/1998).

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(Use a área de comentários, abaixo, para dar a sua opinião a respeito deste texto e de algumas questões que colocamos)

  • Você acha que esse tipo de parceria vai contar com a adesão da iniciativa privada?
  • Na sua opinião, as praças de Ribeirão Preto poderão ser melhor cuidadas com essa medida?
  • Você sabe de alguma experiência semelhante em outro município brasileiro? Caso saiba, em que pé está hoje? Houve melhorias significativas?