31 maio

Você sabe o que é Placemaking e a sua relação com a ocupação de espaços públicos?

Project for Public Spaces
O site Project for Public Spaces (PPS)  foi criado especificamente para propor soluções para os espaços públicos. Ele está assente em uma filosofia, que os criadores chamam de Placemakingm cujo resume está abaixo e que pode ter alguns princípios bem utilizados para a elaboração de projetos para Ribeirão Preto. Segue o resumo, via Google Tradutor:

“Placemaking é um movimento silencioso que reinventa espaços públicos como o coração de cada comunidade, em cada cidade. É uma abordagem transformadora, que inspira as pessoas a criar e melhorar os seus locais públicos. Placemaking fortalece a conexão entre as pessoas e os lugares que eles compartilham .

Placemaking é a forma como moldamos coletivamente nossa esfera pública para maximizar o valor compartilhado. Enraizada em participação baseada na comunidade, placemaking envolve o planejamento, design, gestão e programação dos espaços públicos. Mais do que apenas a criação de uma melhor concepção urbana de espaços públicos, placemaking facilita padrões criativos de atividades e conexões (culturais, econômicos, sociais e ecológicos) que definem um lugar e apoiar sua evolução contínua.”

O site tem um blogue, onde estão expostas diversas experiências de ocupação de espaços públicos, e uma área de projetos, divididos por áreas. Uma delas, bem interessante, diz respeito especificamente às regiões centrais, que pode ser acessada aqui.

No vídeo abaixo, o site mostra a reabertura da área central do distrito histórico de Houston, que, como está descrito “é quase impossível pensar que, há apenas alguns anos, esta mesma praça no centro da zona histórica de Houston foi uma vez descrita como “sem vida” e “assustadora”  foi apresentado no ‘Hall da Vergonha’ do Project for Public Spaces.

14 jan

Liverpool pede ajuda de moradores para elaborar orçamento municpal

OrçamentoLiverpool

O site do Programa Cidades Sustentáveis traz uma dica bastante interessante e que podia ser aplicada em Ribeirão Preto. Neste artigo, o site conta o exemplo da cidade inglesa de Liverpool, que criou um simulador de orçamento online, onde os moradores são convidados participar da distribuição de recursos públicos em diversas áreas, indicar eventuais exageros e, ao final, contribuir para a redução de 45 milhões de libras do orçamento municipal. A gestão ampliada do orçamento já detectou até algumas ineficiências na alocação de recursos. “As economias óbvias já foram feitas – identificaram e reduziram ineficiências, já reduziram à metade o tamanho da administração, cortando 1.600 postos de trabalho, melhoraram a forma de aquisição de bens e serviços e geraram mais renda.”, diz o texto do Cidades Sustentáveis.

13 jan

O que é um bom espaço público?

CidadesparaPessoas

O site Cidades para Pessoas, criado pelas jornalista Natália Garcia e a artista plástica Juliana Russo, traz uma discussão bastante interessante a respeito do que podem ser considerados pré-requisitos de um espaço público. No post 12 critérios para determinar um bom espaço público, o site cita o livro “New City Life”, dos urbanistas Jan Gehl, Lars Gemzøe, Sia Karnaes e Britt Sternhagen Sóndergaard, que apontam doze principais características do que poderia se chamar um bom espaço público.

06 jan

O papel do Comur de Ribeirão Preto

comur

Esta semana, resolvi dar uma olhada no site de Prefeitura de Ribeirão Preto, para ver como andavam as atividades do Comur. O Conselho Municipal de Urbanismo de Ribeirão Preto tem uma página, que deveria servir para informar a população sobre discussões que estejam sendo feitas (pelos conselheiros) sobre o presente e futuro de Ribeirão Preto.

Quem tiver a curiosidade de visitar essa página vai perceber que está desatualizada. A última informação publicada é de novembro de 2009, ou seja, há quatro anos e dois meses.

O Comur digital poderia ser um local interessante para, no mínimo, dar publicidade de ideias e projetos que estão sendo discutidos. Digo no mínimo, porque ao tornar público o que faz, o conselho informa a sociedade sobre de que forma questões importantes sobre o cidadão ribeirão-pretano e a sua relação com o espaço urbano repercutem e estão sendo debatidas ali dentro.

A pagina conta com links que poderiam ser extremamente úteis se estivessem atualizados: atas, deliberações, comissões temáticas, composição, entidades que o integram e, sobretudo, câmaras setoriais (Sistema Viário e Trânsito, Uso e Ocupação do Solo, Código de Obras, Saneamento Básico, Mobiliário Urbano, Meio Ambiente, Normas Técnicas Municipais e Sócio-Cultural). Não há formas de contato com os conselheiros.

Ribeirão Preto precisa de um Comur ativo, vivo, que indique para onde a cidade se encaminha. É importante que tenhamos acesso a atas atualizadas, aos trabalhos que estão sendo feitos por cada comissão e de que forma podemos entrar em contato com os seus conselheiros ou participar das discussões que ali ocorrem.

É preciso que os integrantes do Comur façam um esforço extra para revitalizar o conselho, para que ele possa vir a ocupar o papel que lhe cabe no processo de discussão do presente e futuro de Ribeirão Preto.

01 jan

Morte e ressurreição de uma primeira nota

Pode parecer estranho lançar um site sem algo que fale sobre o seu lançamento. A primeira nota deste espaço, publicada no primeiro dia do ano, fala de uma experiência espetacular, surgida na Alemanha, a respeito da geração de energia elétrica através de painéis solares.

Antes dela, no entanto, havia escrito uma nota inaugural, que depois foi apagada porque me pareceu fora do contexto e poderia dar margens a interpretações equivocadas dos objetivos deste Uma Ideia de Cidade.

No entanto, desde então, estou bastante incomodado com essa decisão, porque acho que alguns pontos da falecida nota deveriam ser mantidos, embora com alguma moderação na verborragia libertária.

Em síntese, esse texto sustentava que qualquer boa ideia para uma cidade – por melhor que seja e por melhores que sejam as intenções por trás – dificilmente sairá do papel se não contar com dois pré-requisitos: participação popular e, em decorrência disso, uma classe política que tenha consciência do seu papel como agente de mudanças e desenvolvimento.

Participação popular significa, neste caso, a ocupação de espaços institucionais de forma a que a ação da sociedade interfira sobre determinado acontecimento, que pode ser um projeto de lei, a discussão de um Plano Diretor ou Lei de Uso e Ocupação do Solo.

Em termos práticos, essa ação só se torna visível a partir do instante em que participemos, de forma regular, de reuniões da Câmara municipal, onde são votados projetos que terão impacto permanente nas nossas vidas. Significa, também, se fazer presentes em reuniões públicas, promovidas pela Administração Municipal, para discutir projetos que vão alterar, significativamente, a geografia de uma área e o cotidiano de milhares de pessoas que moram ou trabalham nesse mesmo local. Acima de tudo, significa ter consciência da importância da escolha de um candidato a cargo público, seja vereador ou prefeito.

Hoje, em Ribeirão Preto e, provavelmente, em todos os municípios brasileiros, nenhuma dessas condições é preenchida. Embora tenhamos garantidos os espaços para participação e intervenção nas decisões dos administradores públicos, não o fazemos. E, ao não fazê-lo, de certa forma, perdemos a legitimidade para criticar ações adotadas por eles.

A primeira nota deste site tinha a ver com tudo isso. Acho que é preciso ir além da crítica, só da crítica. Precisamos assumir a nossa parcela de responsabilidades nos espaços que temos garantidos e usá-los para mudar a realidade. A Cidade tem de ser ocupada.