07 jan

Que ônibus passa aqui?

Que onibus

Detalhe do adesivo criado pelo coletivo “Shoot The Shit”, de Porto Alegre

 

Adesivo colado em ponto de ônibus, com anotações a caneta

Adesivo colado em ponto de ônibus, com anotações a caneta

Que onibus1

Usuário anota linha de ônibus que passa em determinada rua, em adesivo colado em poste

Há uns dois anos, um grupo de jovens de Porto Alegre deparou-se com um problema no transporte coletivo: grande parte das paradas de ônibus não tinham indicações sobre as linhas que passavam por aqueles locais.

Em conversas com outros usuários, descobriram que o problema era, realmente, um problema: se um passageiro se desviasse da sua rota costumeira e tivesse que utilizar outras linhas de ônibus que não as que usava frequentemente, inevitavelmente teria  dores de cabeça para saber que linhas passavam por aquele determinado ponto de ônibus.

O problema, claro, não era uma exclusividade de Porto Alegre, mas a solução que o grupo de jovens encontrou para a falta de informações foi brilhante, pela sua extrema simplicidade.

A ideia é bastante simples: em parceria com uma gráfica local, eles criaram um adesivo grande, que na sua parte superior tinha em destaque a figura de um ônibus e a frase “Que Ônibus Passa Aqui?” (veja imagens). O adesivo era colado em postes ou locais próximos ao ponto de ônibus e os usuários das linhas que passavam por aquele local, escreviam no adesivo os ônibus que passavam por ali.

A ideia deu tão certo que foi adotada pela Prefeitura de Porto Alegre. Em parceria com os jovens, foram impressos mais de mil adesivos que continuam a ser colados pelos postes da capital gaúcha, auxiliando os usuários do transporte coletivo. Hoje, outras cidades do país também adotam o adesivo.

Os jovens (foto) que criaram a ideia fazem parte do coletivo “Shoot de Shit”, que é uma gíria em inglês que significa, ao mesmo tempo, “jogar conversa fora” e “trocar idéias”. O coletivo tem página na Internet no seguinte endereço: http://www.shoottheshit.cc/.

Ali, podem ser encontrados mais detalhes sobre o “Que Ônibus Passa Aqui?” e outras ideias que os criadores do site têm para o meio urbano. Vale a pena dar uma olhada.

Como tive conhecimento disso? Graças a uma dica do jornalista Ângelo Davanço (https://www.facebook.com/profile.php?id=100008212864456&fref=ts)

26 nov

Uso dos BRTs em cidades de médio e grande portes

TransMilenio_1Cerca de dez vezes mais baratos que os metrôs e entre três e seis vezes mais baratos que os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) por quilômetro construído, os sistemas de Bus Rapid Transit (BRT) se tornaram a solução econômica e sustentável favorita para o transporte público de alta capacidade em cidades com mais de 500 mil habitantes de países emergentes. Nos últimos dez anos, a implementação de sistemas BRT no mundo quase quadruplicou, crescendo 383% entre 2004 e 2014. Foram 1.850 quilômetros de um total de 2.580, de acordo com um estudo divulgado esta semana pelo Institute for Transportation and Development Policy (ITDP), endossado pela ONU-Habitat e a ClimateWorks Foundation.”

O resto do texto do jornalista Júlio Lamas está publicado no site Planeta Sustentável e pode ser acessado neste link: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/urbanidades/brts-quadruplicaram-nas-cidades-globais-e-rj-e-bh-tem-os-dois-melhores-sistemas-do-mundo-aponta-estudo/?utm_source=redesabril_psustentavel&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_psustentavel_urbanidades

14 ago

Projeto utiliza cães de rua para terapia de idosos asilados

Foto: Arquivo pessoal Publicação: Zero Hora

Foto: Arquivo pessoal
Publicação: Zero Hora

Vi essa notícia há tempos na Zero Hora e acabei esquecendo de postá-la. Mas é algo fantástico, que deveria ser adotado sempre que fosse possível, na maioria das nossas cidades. Abaixo, um trecho da reportagem.
De um lado, a carência de um cão encontrado atropelado na rua e que é o morador mais antigo do canil municipal de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. Do outro, um senhor de cabelos brancos, franzino, que foi abandonado pela própria família e reside no asilo público da cidade há anos. Esses dois personagens, ambos vítimas de maus-tratos, foram unidos por um projeto chamado de Cão-terapia. A iniciativa utiliza os cães para sociabilizar e fazer fisioterapia com os idosos asilados. Organizada pela prefeitura, através da Vigilância Sanitária, a ação estreou nesta semana e deve ser realizada a cada 15 dias.

O resto do texto da jornalista Vanessa Kannenberg para a Zero Hora está no seguinte endereço: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2014/05/projeto-utiliza-caes-de-rua-para-terapia-de-idosos-asilados-4496149.html

 

13 jan

O que é um bom espaço público?

CidadesparaPessoas

O site Cidades para Pessoas, criado pelas jornalista Natália Garcia e a artista plástica Juliana Russo, traz uma discussão bastante interessante a respeito do que podem ser considerados pré-requisitos de um espaço público. No post 12 critérios para determinar um bom espaço público, o site cita o livro “New City Life”, dos urbanistas Jan Gehl, Lars Gemzøe, Sia Karnaes e Britt Sternhagen Sóndergaard, que apontam doze principais características do que poderia se chamar um bom espaço público.

04 jan

A importância e a fragilidade do Pró-Ética

O Instituto Ethos e a Controladoria-Geral da União criaram o Cadastro Nacional de Empresas Comprometidas com a Ética e a Integridade (Pró-Ética), uma iniciativa que visa “avaliar e divulgar as companhias voluntariamente engajadas na construção de um ambiente de integridade e confiança nas relações comerciais, inclusive nas que envolvem o setor público”. Mais informações aqui.

Empresas interessadas em participar do programa, têm informações adicionais aqui.

[hr]

Em tempo

Uma das empresas cadastradas no Pró-Ética, desde 2011, é a Siemens. A corporação alemã surgiu com algum destaque na mídia após confessar a existência de uma rede de propinas pagas a políticos do PSDB paulista, envolvendo, entre outras coisas, contratos de manutenção de trens.

Abaixo, ponho o link de matérias publicadas pelos portais da Deutsche Welle e BBC sobre a convivência histórica da Siemens com o pagamento de propinas. O ponto aqui não é saber porque a gigante alemã faz parte do Pró-Ética ou questionar a própria iniciativa, mas tentar apontar a fragilidade de programas como esse, que funcionam muito bem no papel mas que, na prática, pesam muito pouco em decisões de empresas que envolvem milhões de dólares. O Pró-Ética é um começo. Só isso.

Um questionário de 51 perguntas, que depois será avaliado por um comitê gestor, é a porta de entrada de qualquer empresa para integrar o Pró-Ética. Há algumas questões interessantes, como o fato de algum integrante da direção da empresa já ter sido condenado por prática de corrupção contra a administração pública ou se a empresa é signatária de ações globais anti-corrupção. O questionário avaliativo pode ser baixado, aqui.

Matéria da Deutsche Welle pode ser acessada aqui e a da BBC, aqui. O texto da BBC é bastante interessante, porque mostra que a legislação alemã permitia o pagamento de propina a governos estrangeiros. Mais do que isso, o suborno poderia ser abatido no imposto de renda.

[hr]

O que você achou?

(Use a área de comentários, abaixo, para dar a sua opinião a respeito deste texto e de algumas questões que colocamos)

  • Na sua opinião, uma iniciativa como essa pode dar bons frutos?
  • Você acha que medidas como o Pró-Ética visam, realmente, diminuir a corrupção no país ou são apenas uma forma de dar às grandes empresas uma aura de transparência, que nem sempre corresponde à verdade? Ou, em outras palavras, é uma situação que só interessa a um lado?