15 jan

Como o município de Dubuque (EUA) conseguiu reduzir o consumo de água com o uso da tecnologia

Entre 2010 e 2011, o município norte-americano de Dubuque, localizado no estado do Iowa, foi alvo de uma experiência bastante interessante, que teve como consequência direta redução no consumo de água e, também, reduzir o número de vazamentos existentes na rede de abastecimento pública.

A experiência foi baseada em uma parceria entre a multinacional IBM e a prefeitura local, dentro do programa municipal “Smarter Sustainable Dubuque”, algo como “Uma Dubuque mais Inteligente e Sustentável”. O município, de 60 mil habitantes, é considerado um dos mais eficientes na aplicação de políticas sustentáveis nos Estados Unidos.

O programa foi aplicado em dois grupos de residências: em um deles, 151 casas tiveram todos os seus hábitos de consumo de água monitorados por computadores, de modo a que os moradores conseguissem perceber onde gastavam água, de que forma e por quanto tempo a consumiam. Uma vez que esses moradores começaram a perceber onde estavam gastando em excesso, criaram hábitos de economia e uso mais racional de água.

Na comparação do uso da água desse primeiro grupo com os hábitos de outro, formado por 152 residências, os gestores municipais e pesquisadores conseguiram perceber uma diferença de quase 7% do primeiro grupo para o segundo.

Esse programa-piloto, chamado “The Smarter Sustainable Dubuque Water Pilot Study”, deu tão certo que o objetivo é ampliá-lo também para as áreas de consumo de eletricidade e gás.

No vídeo abaixo, diversos administradores de Dubuque e técnicos da IBM falam sobre a experiência.

09 jan

Estudo mostra corredores exclusivos de ônibus como melhor solução urbana de transporte de massas

ITDP

Um estudo feito nos Estados Unidos pelo “The Institute for Transportation and Development Policy” em 21 cidades com diversos tipos de transportes públicos de superfície mostrou que, em comparação com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou os famosos bondinhos, os corredores exclusivos para ônibus têm a melhor relação custo-benefício. O trabalho foi apresentado no final do ano passado e foi descrito, de forma mais completa, nesta reportagem da revista Wired.

O texto da publicação norte-americana informa que, apesar de muitos especialistas na área de transportes públicos já terem antecipado essa informação, foi a primeira vez que a supremacia dos corredores exclusivos ficou demonstrada de forma científica em um estudo. O trabalho teve como pré-requisito a relação existente entre os investimentos necessários para por o projeto em funcionamento (VLT, bondinho ou ônibus) e a “quantidade” de desenvolvimento gerada para a área atingida por esse mesmo projeto.

O Institute for Transportation and Development Policy é uma organização privada norte-americana fundada em 1985, com sede em Nova York, e que visa promover sistemas de transportes ambientalmente sustentáveis e socialmente igualitários pelo mundo todo.

05 jan

Uma cidade sem carros

 

carfree

Uma cidade sem carros? Essa é a proposta do site Carfree, mantido pelo ex-ombudsman do Departamento de Transportes de New Jersey, JH Crawford. No site, ele apresenta ideias interessantes para a adoção de diversas medidas que tornem possível viver em uma cidade sem automóveis. A saída proposta não é nova: a implantação de uma rede pública de transportes coletivos, que garantam aos moradores de uma determinada cidade, ao mesmo tempo, rapidez e qualidade. Tudo está construído sobre a ideia da aquisição, manutenção e aumento da qualidade de vida nas cidades.

No site, além de livros de Crawford (afinal, ele também tem de pagar as contas) há a apresentação de um modelo para cidades que vão de 300 mil a 3 milhões de habitantes. A proposta está assente na criação de distritos, com infra-estrutura própria, que seriam interligados por vias de uso de ônibus ou outra forma de veículo de transporte de massas.

O projeto é MUITO teórico e, de modo geral, bastante alucinado. No entanto, contém propostas deliciosas. Por exemplo, a ideia dos distritos – aos quais também poderíamos chamar de minicidades – está presente, de forma parecida, na proposta de revisão do Plano Diretor de Ribeirão Preto.