18 jan

Prefeitura de Ribeirão Preto implanta projeto para atrair homens aos exames preventivos

Foto: Carlos Natal // Prefeitura de Ribeirão Preto

Foto: Carlos Natal // Prefeitura de Ribeirão Preto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um projeto criado pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, está fazendo com os homens percam o medo da realização de exames preventivos. A ideia foi desenvolvida pelo professor Geraldo Duarte é uma espécie de “venda casada”: quando as mulheres ou parceiras vai aos postos de saúde para a realização de exames de pré-natal, eles são convidados a fazer exames de sífilis, HIV, Hepatites B e C, entre outros. Em uma etapa posterior, o objetivo é incluir exames de colesterol, triglicérides e fazer com que os maridos passem pelo dentista e sala de vacina.

De acordo com informações da Prefeitura de Ribeirão Preto, a adesão dos maridos à ideia foi acima do esperado: 70% deles disseram sim à realização dos exames. A expectativa inicial era que somente três em cada dez aceitassem ser examinados.

Leia mais sobre essa ideia, aqui.

13 jan

O que é um bom espaço público?

CidadesparaPessoas

O site Cidades para Pessoas, criado pelas jornalista Natália Garcia e a artista plástica Juliana Russo, traz uma discussão bastante interessante a respeito do que podem ser considerados pré-requisitos de um espaço público. No post 12 critérios para determinar um bom espaço público, o site cita o livro “New City Life”, dos urbanistas Jan Gehl, Lars Gemzøe, Sia Karnaes e Britt Sternhagen Sóndergaard, que apontam doze principais características do que poderia se chamar um bom espaço público.

06 jan

O papel do Comur de Ribeirão Preto

comur

Esta semana, resolvi dar uma olhada no site de Prefeitura de Ribeirão Preto, para ver como andavam as atividades do Comur. O Conselho Municipal de Urbanismo de Ribeirão Preto tem uma página, que deveria servir para informar a população sobre discussões que estejam sendo feitas (pelos conselheiros) sobre o presente e futuro de Ribeirão Preto.

Quem tiver a curiosidade de visitar essa página vai perceber que está desatualizada. A última informação publicada é de novembro de 2009, ou seja, há quatro anos e dois meses.

O Comur digital poderia ser um local interessante para, no mínimo, dar publicidade de ideias e projetos que estão sendo discutidos. Digo no mínimo, porque ao tornar público o que faz, o conselho informa a sociedade sobre de que forma questões importantes sobre o cidadão ribeirão-pretano e a sua relação com o espaço urbano repercutem e estão sendo debatidas ali dentro.

A pagina conta com links que poderiam ser extremamente úteis se estivessem atualizados: atas, deliberações, comissões temáticas, composição, entidades que o integram e, sobretudo, câmaras setoriais (Sistema Viário e Trânsito, Uso e Ocupação do Solo, Código de Obras, Saneamento Básico, Mobiliário Urbano, Meio Ambiente, Normas Técnicas Municipais e Sócio-Cultural). Não há formas de contato com os conselheiros.

Ribeirão Preto precisa de um Comur ativo, vivo, que indique para onde a cidade se encaminha. É importante que tenhamos acesso a atas atualizadas, aos trabalhos que estão sendo feitos por cada comissão e de que forma podemos entrar em contato com os seus conselheiros ou participar das discussões que ali ocorrem.

É preciso que os integrantes do Comur façam um esforço extra para revitalizar o conselho, para que ele possa vir a ocupar o papel que lhe cabe no processo de discussão do presente e futuro de Ribeirão Preto.

05 jan

Uma cidade sem carros

 

carfree

Uma cidade sem carros? Essa é a proposta do site Carfree, mantido pelo ex-ombudsman do Departamento de Transportes de New Jersey, JH Crawford. No site, ele apresenta ideias interessantes para a adoção de diversas medidas que tornem possível viver em uma cidade sem automóveis. A saída proposta não é nova: a implantação de uma rede pública de transportes coletivos, que garantam aos moradores de uma determinada cidade, ao mesmo tempo, rapidez e qualidade. Tudo está construído sobre a ideia da aquisição, manutenção e aumento da qualidade de vida nas cidades.

No site, além de livros de Crawford (afinal, ele também tem de pagar as contas) há a apresentação de um modelo para cidades que vão de 300 mil a 3 milhões de habitantes. A proposta está assente na criação de distritos, com infra-estrutura própria, que seriam interligados por vias de uso de ônibus ou outra forma de veículo de transporte de massas.

O projeto é MUITO teórico e, de modo geral, bastante alucinado. No entanto, contém propostas deliciosas. Por exemplo, a ideia dos distritos – aos quais também poderíamos chamar de minicidades – está presente, de forma parecida, na proposta de revisão do Plano Diretor de Ribeirão Preto.

 

 

02 jan

Adoção de praças em Ribeirão Preto

Autor: JF Pimenta Prefeitura de Ribeirão Preto

Foto: JF Pimenta // Prefeitura de Ribeirão Preto

A ideia não é nova, mas é um recurso legal. No dia 30 de dezembro, a Prefeitura de Ribeirão Preto publicou um decreto que regulamenta parcerias do Poder Público com empresas privadas, para a implantação e manutenção algumas áreas públicas.

As parcerias prevêem a implantação, conservação, recuperação e/ ou manutenção de áreas verdes, parques, jardins, praças, rotatórias e canteiros centrais de avenidas. Essas ações podem ser feitas por empresas privadas em geral (exceto as que se dedicam, de forma exclusiva, à produção e/ou comercialização de cigarros e bebidas alcoólicas, bem como outras que possam ser consideradas impróprias aos objetivos propostos (o que, convenhamos, é algo subjetivo.

Além das empresas, podem participar das parcerias associações de moradores, sociedades amigos de bairros, centros comunitários, clubes de serviços.

A contrapartida para as empresas ou entidades é a permissão de instalação de placas de publicidade, cujo tanho varia de acordo com o local a ser alvo da parceria. Diz a lei que, nesses espaços, “são proibidas as veiculações de marcas, logomarcas ou o nomes fantasias de empresas que tenham por único objeto a produção ou venda de bebidas alcoólicas, cigarros, produtos agrotóxicos ou de mensagens que incentivem a exploração de pessoas a qualquer título, que atentem contra a moral e aos bons costumes, de cunho religioso e político-partidário”.

Quem estiver interessado, pode obter mais informações na Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

A notícia completa dessa notícia pode ser encontrada aqui.

A página do Diário Oficial de Município pode ser acessada aqui, onde se pode encontrar o decreto nº 390 (27/12/2013), que regulamenta a lei 8.104 (22/06/1998).

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O que você achou?

(Use a área de comentários, abaixo, para dar a sua opinião a respeito deste texto e de algumas questões que colocamos)

  • Você acha que esse tipo de parceria vai contar com a adesão da iniciativa privada?
  • Na sua opinião, as praças de Ribeirão Preto poderão ser melhor cuidadas com essa medida?
  • Você sabe de alguma experiência semelhante em outro município brasileiro? Caso saiba, em que pé está hoje? Houve melhorias significativas?

 

 

01 jan

Morte e ressurreição de uma primeira nota

Pode parecer estranho lançar um site sem algo que fale sobre o seu lançamento. A primeira nota deste espaço, publicada no primeiro dia do ano, fala de uma experiência espetacular, surgida na Alemanha, a respeito da geração de energia elétrica através de painéis solares.

Antes dela, no entanto, havia escrito uma nota inaugural, que depois foi apagada porque me pareceu fora do contexto e poderia dar margens a interpretações equivocadas dos objetivos deste Uma Ideia de Cidade.

No entanto, desde então, estou bastante incomodado com essa decisão, porque acho que alguns pontos da falecida nota deveriam ser mantidos, embora com alguma moderação na verborragia libertária.

Em síntese, esse texto sustentava que qualquer boa ideia para uma cidade – por melhor que seja e por melhores que sejam as intenções por trás – dificilmente sairá do papel se não contar com dois pré-requisitos: participação popular e, em decorrência disso, uma classe política que tenha consciência do seu papel como agente de mudanças e desenvolvimento.

Participação popular significa, neste caso, a ocupação de espaços institucionais de forma a que a ação da sociedade interfira sobre determinado acontecimento, que pode ser um projeto de lei, a discussão de um Plano Diretor ou Lei de Uso e Ocupação do Solo.

Em termos práticos, essa ação só se torna visível a partir do instante em que participemos, de forma regular, de reuniões da Câmara municipal, onde são votados projetos que terão impacto permanente nas nossas vidas. Significa, também, se fazer presentes em reuniões públicas, promovidas pela Administração Municipal, para discutir projetos que vão alterar, significativamente, a geografia de uma área e o cotidiano de milhares de pessoas que moram ou trabalham nesse mesmo local. Acima de tudo, significa ter consciência da importância da escolha de um candidato a cargo público, seja vereador ou prefeito.

Hoje, em Ribeirão Preto e, provavelmente, em todos os municípios brasileiros, nenhuma dessas condições é preenchida. Embora tenhamos garantidos os espaços para participação e intervenção nas decisões dos administradores públicos, não o fazemos. E, ao não fazê-lo, de certa forma, perdemos a legitimidade para criticar ações adotadas por eles.

A primeira nota deste site tinha a ver com tudo isso. Acho que é preciso ir além da crítica, só da crítica. Precisamos assumir a nossa parcela de responsabilidades nos espaços que temos garantidos e usá-los para mudar a realidade. A Cidade tem de ser ocupada.